O Xiaomi Launch 2026 aconteceu em 28 de fevereiro, em Barcelona, um dia antes da abertura da MWC, e se tornou o principal evento global da marca no ano. A apresentação reuniu muitos lançamentos, incluindo smartphones de alto desempenho com nova parceria com a Leica e até um conceito de carro desenvolvido para o jogo Gran Turismo. O tema central do evento foi a fotografia, mostrando a intenção da empresa de se fortalecer no segmento mais avançado do mercado.
Entre os principais anúncios estão o Xiaomi 17 e o Xiaomi 17 Ultra, ambos com câmeras criadas em parceria com a Leica, além do Leica Leitz Phone powered by Xiaomi, que chamou bastante atenção. A marca também apresentou novos tablets, smartwatch, fones de ouvido e acessórios. Neste resumo, você encontra os pontos mais importantes do evento e as expectativas sobre a possível chegada desses produtos ao Brasil.
Xiaomi reafirma sua força global antes de apresentar os produtos

O CEO William Lu abriu o evento com um resumo dos resultados de 2025, mostrando o crescimento da Xiaomi nos últimos anos. A empresa participou pelo sétimo ano consecutivo da lista Fortune Global 500, alcançou uma receita recorde superior a 55 bilhões de euros e entrou no top 100 do ranking global de marcas da Interbrand, na posição 81. No mercado de smartphones, manteve a terceira colocação mundial por mais de cinco anos seguidos.
A divisão de carros elétricos também teve destaque, com mais de 500 mil veículos entregues até o fim de 2025, número considerado acima das projeções iniciais da empresa. No ecossistema de casa inteligente, a Xiaomi ultrapassou 1 bilhão de dispositivos conectados em todo o mundo. Para os próximos cinco anos, o CEO anunciou um investimento superior a 24 bilhões de euros em áreas estratégicas como processadores próprios, sistema operacional e inteligência artificial.
Xiaomi 17: o flagship compacto que rivaliza com o iPhone
O Xiaomi 17 foi apresentado como o celular mais poderoso e compacto já lançado pela marca. Ele tem tela de 6,3 polegadas, tamanho menor que o de muitos modelos premium, mas traz uma bateria muito grande de 6.330 mAh, algo raro para um aparelho dessa categoria. Nos testes mostrados no lançamento, a empresa afirmou que ele superou o iPhone 17 Pro em duração de bateria e também em controle de temperatura durante jogos pesados.

O design também recebeu destaque. A Xiaomi adotou um formato com curvas suaves nas bordas para deixar o aparelho mais confortável de segurar, ao mesmo tempo em que mantém boa área de tela. Segundo a empresa, este é o modelo com acabamento mais refinado da linha até agora. Ele será vendido nas cores preto, rosa alpino, azul gelo e verde aventura.
Na parte interna, o smartphone vem com o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, um sistema avançado de resfriamento chamado 3D Ice Loop e uma tela OLED de alta qualidade com brilho muito forte, ideal para uso ao ar livre. O aparelho ainda conta com leitor de impressão digital por sensor ultrassônico e taxa de atualização de 120 Hz, o que deixa a imagem mais fluida ao navegar e jogar.
O conjunto de câmeras possui quatro sensores de 50 megapixels, incluindo lente grande angular, principal e telefoto com zoom óptico de 5x. As câmeras foram desenvolvidas em parceria com a Leica, conhecida por sua tradição em fotografia. O aparelho também suporta carregamento rápido de 100 W, inclusive com carregadores de terceiros compatíveis, e tem preço internacional sugerido de US$ 1.399, equivalente a cerca de R$ 7.364 em conversão direta
Xiaomi 17 Ultra: o mestre da fotografia noturna

O Xiaomi 17 Ultra é o modelo mais avançado da linha e chega com duas novidades que a empresa afirma serem inéditas no mercado de smartphones. Ele também traz um novo visual, com design totalmente plano na tela, na parte traseira e nas laterais. Segundo a marca, é o Ultra mais fino e leve já produzido. A bateria tem 6.000 mAh e oferece carregamento rápido com fio de 90 W, carregamento sem fio de 50 W e ainda recarga reversa de 22,5 W, além de compatibilidade com o padrão PPS.
A tela utiliza a tecnologia Xiaomi HyperRGB, que conta com subpixels RGB completos em cada pixel. Em termos simples, isso significa imagens mais nítidas, com qualidade comparável a painéis 2K, mas com menor consumo de energia. O preço de lançamento é de US$ 1.799, o que equivale a cerca de R$ 9.740 em conversão direta.
LOIC: a tecnologia que revoluciona o dynamic range
O Xiaomi 17 Ultra traz como sensor principal o Light Fusion 1050L, um sensor grande de 1 polegada que inclui uma tecnologia chamada LOIC, sigla para Lateral Overflow Integration Capacitor. Em termos simples, cada ponto da imagem ganha um espaço extra para armazenar luz, aumentando a capacidade de capturar detalhes em até seis vezes em comparação com a geração anterior.
Essa inovação ajuda a resolver um problema comum nas fotos. Quando há luz muito forte na cena, como uma chama, um letreiro de neon ou fogos de artifício, a imagem pode ficar com áreas totalmente brancas, sem detalhes. Com o LOIC, o excesso de luz é direcionado para esse espaço adicional, evitando a perda de informação nas partes mais claras da imagem.
O resultado é uma faixa maior de contraste, especialmente em ambientes noturnos ou com grandes diferenças entre áreas claras e escuras. Diferente de métodos que combinam várias fotos para corrigir o brilho, essa tecnologia funciona em uma única captura, o que também melhora a qualidade em vídeos e em cenas com movimento.
Zoom óptico mecânico: uma novidade mundial no telephoto
A câmera telefoto do Xiaomi 17 Ultra tem 200 megapixels e recebeu a certificação Leica Apo-Summicron, que indica um padrão elevado de qualidade óptica. A grande diferença está no funcionamento interno. Em vez de depender apenas de lentes fixas, como acontece na maioria dos celulares, o aparelho possui um sistema de lente que se movimenta fisicamente, semelhante ao que ocorre em câmeras profissionais.
Entre 3,2x e 4,3x de zoom, o smartphone utiliza todo o potencial do sensor de 200 megapixels sem precisar cortar a imagem digitalmente. Isso ajuda a manter a nitidez e os detalhes ao longo do zoom, evitando a perda de qualidade comum quando o aparelho alterna entre câmeras ou usa ampliação por software. A tecnologia também permite novos recursos de vídeo, como o modo Red Carpet, que combina o zoom mecânico com câmera lenta para criar um efeito mais cinematográfico de forma automática.
Leica Leitz Phone: quando um smartphone se torna uma câmera
O grande destaque do evento foi o Leica Leitz Phone powered by Xiaomi, apresentado pelo CEO da Leica, Matthias Harsch. Esse é o primeiro smartphone da marca alemã vendido internacionalmente. Diferente de parcerias comuns, a Leica participou não apenas das lentes, mas também do design, da interface e da experiência de uso, definindo a proposta completa do aparelho.

Em relação ao hardware, ele usa a mesma base do Xiaomi 17 Ultra, com processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, sensor de 1 polegada com tecnologia LOIC, telefoto de 200 megapixels com zoom mecânico e bateria de 6.000 mAh. O diferencial está na identidade visual e na forma de uso. O design é minimalista, inspirado no estilo clássico da Leica, com o famoso ponto vermelho como único detalhe marcante na parte traseira.
O aparelho também traz um anel físico ao redor da câmera, que permite ajustar zoom, exposição, ISO e velocidade do obturador de maneira mais precisa, como em uma câmera profissional. A interface foi simplificada pela Leica, com foco em praticidade e no modo Essential, que remete ao estilo das lentes históricas da marca. O Leitz Phone será vendido em 20 mercados por US$ 2.299, cerca de R$ 12.100 em conversão direta.
Xiaomi Pad 8 Pro: produtividade em formato ultrafino
O Xiaomi Pad 8 Pro foi apresentado como o tablet mais fino da marca no mercado global, com apenas 5,75 mm de espessura e peso de 485 gramas. Mesmo sendo muito leve e fino, ele traz uma bateria grande de 9.200 mAh, com carregamento rápido de 67 W. A tela tem 11,2 polegadas, resolução 3.2K e taxa de atualização de 144 Hz, o que deixa as imagens mais nítidas e os movimentos mais suaves. Há também uma versão com vidro fosco, que reduz o reflexo da luz em até 70%, ideal para uso ao ar livre.

Por dentro, o tablet usa o processador Snapdragon 8 Elite e o sistema Xiaomi HyperOS 3, com foco em produtividade. Ele permite abrir várias janelas ao mesmo tempo, usar modo de trabalho semelhante ao de um computador, criar atalhos de teclado e integrar com dispositivos Apple, inclusive como monitor secundário para MacBook. Isso facilita estudar, trabalhar e organizar tarefas em uma única tela.
O modelo também é compatível com acessórios como a nova Xiaomi Focus Pen Pro, que tem design simples e permite trocar funções com um toque duplo, além do teclado flutuante, que voltou a pedido dos usuários. O preço inicial do Pad 8 Pro é de €599, cerca de R$ 3.600 na conversão direta na versão 8+256 GB. Já o Xiaomi Pad 8, versão mais acessível, começa em €449, aproximadamente R$ 2.700.
Xiaomi Watch 5, Redmi Buds 8 Pro e o ecossistema completo
Além dos smartphones e tablets, a Xiaomi apresentou novos produtos para reforçar seu ecossistema conectado. O principal lançamento é o Xiaomi Watch 5, um relógio inteligente que roda o sistema Wear OS e conta com o Google Gemini integrado, permitindo usar comandos de voz diretamente do pulso. Ele também traz um sensor que reconhece gestos feitos com os dedos, como silenciar chamadas ou abrir a câmera do celular. O preço de lançamento internacional é de €299, cerca de R$ 1.800 em conversão direta.

O Redmi Buds 8 Pro é o novo fone de ouvido da marca e oferece cancelamento de ruído ativo de até 55 dB, além de tecnologias que melhoram a qualidade do som e ajustam automaticamente o nível de redução de ruído conforme o ambiente. O preço é de €69,90, equivalente a cerca de R$ 420 em conversão direta.
O Xiaomi Tag é um pequeno rastreador para localizar objetos como chaves e mochilas. Ele pesa apenas 10 gramas, tem bateria com duração superior a um ano e resistência à água e poeira. Também funciona com os sistemas de localização da Apple e do Google. O preço é de €14,90, cerca de R$ 90 em conversão direta.
Completam a linha um power bank magnético ultrafino de 5.000 mAh, compatível com MagSafe, por €59,90, aproximadamente R$ 360 em conversão, e a Scooter Elétrica 6 Ultra, com pneus grandes para diferentes tipos de terreno, motor potente e autonomia de até 75 km, disponível a partir de €799, cerca de R$ 4.800 em conversão direta.
Xiaomi Vision Gran Turismo: o conceito que une tecnologia e design

O encerramento do evento trouxe uma das novidades mais inesperadas, o Xiaomi Vision Gran Turismo, um carro conceito desenvolvido em parceria com o jogo Gran Turismo. A ideia partiu de uma pergunta simples feita pela equipe de design: como seria um hypercar criado por uma empresa de tecnologia, pensando em inovação e conectividade desde o início?
O resultado é um veículo com foco extremo em aerodinâmica, ou seja, no modo como o ar passa pelo carro para melhorar desempenho e eficiência. Ele tem um formato que reduz o atrito com o ar, além de um sistema que controla o fluxo de ar de forma ativa, dispensando spoilers tradicionais. Por dentro, o design foge do padrão esportivo comum e cria um ambiente contínuo, quase como um casulo, pensado para unir conforto e experiência tecnológica. A Xiaomi também apresentou um simulador de corrida para casa integrado ao ecossistema do projeto, e o carro ficou exposto no estande da marca na MWC poucos dias após o lançamento.
O que esperar da Xiaomi no Brasil
Nenhum dos produtos apresentados no Xiaomi Launch 2026 tem confirmação oficial de lançamento no Brasil. A Xiaomi Brasil não divulgou planos concretos, e o histórico da marca no país mostra foco principalmente em modelos de entrada e intermediários, como as linhas Redmi, Redmi Note e POCO. Atualmente, o modelo mais avançado vendido oficialmente no mercado brasileiro é o Xiaomi 15T Pro. A estratégia da empresa costuma priorizar aparelhos com maior volume de vendas, em vez de apostar em flagships premium, que tendem a ter público mais restrito.
Durante o evento de lançamento do Xiaomi 15T Pro, representantes da marca afirmaram que estão trabalhando para trazer modelos mais avançados ao Brasil, mas sem apresentar datas. Até o momento, a imprensa especializada no país indica que o Xiaomi 17 e o Xiaomi 17 Ultra não têm previsão de chegada. Já o Leica Leitz Phone, disponível em apenas 20 mercados no mundo, tem chances muito baixas de ser lançado no Brasil.
| Produto | Status no Brasil | Preço estimado (R$) | Previsão | Probabilidade |
| Xiaomi 17 | Sem confirmação | R$ 6.000–7.300* | Indefinida | Baixa a média |
| Xiaomi 17 Ultra | Sem confirmação | R$ 9.000–9.700* | Indefinida | Muito baixa |
| Leica Leitz Phone | Sem previsão | ~R$ 12.000* | Indefinida | Praticamente nula |
| Xiaomi Pad 8 Pro | Sem confirmação | R$ 3.600–5.000* | Indefinida | Moderada |
| Xiaomi Watch 5 | Sem confirmação | ~R$ 1.800* | Indefinida | Baixa |
| Redmi Buds 8 Pro | Sem confirmação | ~R$ 420* | Indefinida | Moderada |
*Valores de conversão direta do preço europeu, sem inclusão de impostos brasileiros, que elevariam significativamente o preço final.
Entre os produtos apresentados, o Xiaomi Pad 8 Pro é o que tem maior possibilidade de chegar oficialmente ao Brasil, já que a empresa já vende tablets no país, como o Redmi Pad 2, lançado em julho de 2025. Os Redmi Buds 8 Pro também têm um histórico favorável, pois a geração anterior recebeu certificação da Anatel, o que indica interesse da marca no mercado local. Já quem deseja os modelos mais avançados da linha 17 ou o Leitz Phone, por enquanto, precisará recorrer à importação, sem garantia ou suporte oficial da Xiaomi Brasil. Para acompanhar possíveis novidades sobre lançamentos no país, vale ficar atento às próximas atualizações do setor.






