A Motorola chegou a 2026 com uma aposta clara no segmento intermediário. O Moto G67 traz uma tela Extreme AMOLED com brilho de até 5.000 nits, nível que supera até celulares premium de anos anteriores. O aparelho foi lançado por R$ 1.799 e já pode ser encontrado abaixo de R$ 1.650 em algumas lojas. A estratégia da marca é levar recursos mais avançados de tela para modelos mais acessíveis, algo que o Moto G56, seu antecessor, não conseguiu entregar com a mesma força.
Ainda assim, saber se o Moto G67 vale a pena depende do seu tipo de uso. A Motorola priorizou a tela e a câmera principal, mas economizou no processador e na quantidade de memória RAM física. Na prática, isso significa que o celular pode agradar quem busca boa experiência para vídeos, redes sociais e fotos, mas talvez não seja a melhor escolha para tarefas mais pesadas ou uso intenso por vários anos.
⚡Resumo da Análise
O Moto G67 foi pensado para quem passa horas assistindo a séries, vídeos no YouTube e navegando nas redes sociais, mas também quer uma câmera confiável para fotos do dia a dia. A tela Extreme AMOLED com resolução 1,5K e taxa de 120 Hz entrega imagens mais vivas e movimentos mais fluidos, algo raro nessa faixa de preço. A câmera principal com sensor Sony LYTIA 600 registra fotos com boa qualidade, inclusive em ambientes mais escuros. A bateria de 5.200 mAh, junto do carregador TurboPower de 33 W incluso na caixa, completa um conjunto que faz sentido para quem busca praticidade e boa experiência no uso comum.
As limitações aparecem em tarefas mais pesadas. O processador MediaTek Dimensity 6300 e os 4 GB de RAM dão conta das atividades básicas, mas podem apresentar lentidão ao abrir muitos aplicativos ao mesmo tempo ou em jogos mais exigentes. O recurso RAM Boost ajuda, mas usa parte do armazenamento do celular, que é mais lento do que a memória RAM tradicional. Além disso, o aparelho ainda traz Wi-Fi 5 e proteção IP64, que resiste apenas a respingos e poeira, sem segurança para mergulho na água.
- Tela Extreme AMOLED de 5.000 nits com resolução 1,5K e 120 Hz
- Sensor Sony LYTIA 600 na câmera principal com ótimo desempenho noturno
- Bateria de 5.200 mAh com boa autonomia para um dia completo
- Carregador TurboPower de 33 W incluso na caixa
- Android 16 com garantia de atualização até o Android 18
- Apenas 4 GB de RAM física, limitante para multitarefa e jogos
- Processador Dimensity 6300 posicionado como entrada do segmento intermediário
- IP64 não permite imersão em água; Wi-Fi limitado ao padrão 5
Os preços dos produtos mencionados no artigo podem variar. Sempre confira o valor atualizado antes de comprar.
Ficha Técnica Moto G67
| Categoria | Especificação |
|---|---|
| Lançamento | Março de 2026 (Brasil) |
| Dimensões | 164,2 × 77,4 × 7,33 mm |
| Peso | 182 g |
| Tela | Extreme AMOLED, 6,8 pol., 1272×2772 px (450 ppi), 120 Hz, 5.000 nits |
| Proteção de tela | Corning Gorilla Glass 7i |
| Processador | MediaTek Dimensity 6300 (6 nm), octa-core (2×2,4 GHz + 6×2,0 GHz) |
| GPU | ARM Mali-G57 MC2 |
| RAM | 4 GB + até 8 GB via RAM Boost |
| Armazenamento | 128 GB ou 256 GB + microSD até 2 TB |
| Câmera principal | 50 MP, f/1,88, Sony LYTIA 600, 1/1,95″, PDAF |
| Câmera ultrawide | 8 MP, f/2,2, 120° |
| Câmera frontal | 32 MP, f/2,2 |
| Vídeo traseiro | 4K 30 fps / 1080p 60 fps |
| Vídeo frontal | 2K 30 fps |
| Bateria | 5.200 mAh (Li-Po) |
| Carregamento | 30 W (carregador TurboPower 33 W incluso) |
| Sistema | Android 16 (atualizações até Android 18) |
| Conectividade | 5G, Wi-Fi 5, Bluetooth 5.4, NFC, USB-C OTG |
| SIM | Dual SIM (Nano-SIM + eSIM) |
| GPS | GPS, GLONASS, Galileo, BDS, QZSS |
| Resistência | IP64 + MIL-STD-810H |
| Sensores | Impressão digital, acelerômetro, giroscópio, proximidade, bússola |
| Cores | Nile (verde claro) e Arctic Seal (chumbo) — certificação Pantone |
| Material | Estrutura plástica; traseira com acabamento que imita couro |
| Preço de lançamento | A partir de R$ 1.799 |
Design e Construção
Com 182 g e apenas 7,33 mm de espessura, o Moto G67 chama atenção pelo conforto ao segurar, mesmo tendo uma tela grande de quase 7 polegadas. A traseira com acabamento que imita couro melhora a pegada e ajuda o aparelho a fugir do visual simples encontrado em muitos modelos intermediários. As cores verde claro e chumbo, desenvolvidas em parceria com a Pantone, também deixam o celular com aparência mais moderna e elegante.

Apesar disso, o visual segue muito parecido com o de outros celulares da linha Moto G. O módulo de câmeras, as bordas arredondadas e o formato geral repetem o padrão já usado pela Motorola em vários modelos recentes. Na prática, as cores acabam sendo o principal detalhe para diferenciar o G67 dos outros aparelhos da marca.
Na resistência, o Moto G67 traz certificação MIL-STD-810H, padrão que inclui testes contra quedas, temperaturas extremas e outras situações do uso diário. O aparelho também possui proteção IP64, que aguenta respingos de água e chuva leve sem preocupação. Ainda assim, ele não pode ser mergulhado na água, algo que alguns concorrentes da mesma faixa de preço já oferecem com certificações IP67 ou IP68.
Tela e Áudio
A tela do Moto G67 é, de longe, o grande destaque do aparelho. O painel Extreme AMOLED de 6,8 polegadas traz resolução 1,5K, taxa de atualização de 120 Hz e brilho que chega a 5.000 nits. Na prática, isso significa imagens muito nítidas, movimentos mais fluidos e excelente visibilidade até sob sol forte. É um nível de qualidade raro em celulares abaixo da faixa dos R$ 2.000.
A tecnologia AMOLED também ajuda a entregar cores mais vivas e pretos mais profundos, deixando vídeos, filmes e redes sociais com aparência mais bonita. O aparelho ainda conta com suporte a HDR, modo Always-on Display para visualizar notificações sem ligar toda a tela e certificação SGS de baixa emissão de luz azul, que ajuda a reduzir o cansaço visual. A proteção Gorilla Glass 7i adiciona mais resistência contra riscos e pequenos acidentes do dia a dia.

Existe apenas um ponto de atenção para quem usa o celular no escuro por muito tempo. Telas AMOLED muito brilhantes costumam usar um sistema chamado PWM para controlar a iluminação em níveis baixos, e algumas pessoas podem perceber desconforto ou sensação de cintilação.
A Motorola não informa os detalhes desse sistema no G67. Além disso, as especificações oficiais também não esclarecem detalhes sobre os alto-falantes e a presença de entrada para fones de ouvido P2.
Desempenho
O Moto G67 usa o processador MediaTek Dimensity 6300, fabricado em 6 nm, que consegue lidar bem com as tarefas mais comuns do dia a dia. Aplicativos como WhatsApp, Instagram, YouTube, streaming e chamadas de vídeo funcionam de forma fluida na maior parte do tempo. No AnTuTu, o chip registra cerca de 382.424 pontos, ficando na faixa mais básica dos celulares intermediários e abaixo de alguns concorrentes mais potentes da categoria.

O principal limite está nos 4 GB de memória RAM física. O recurso RAM Boost aumenta esse número de forma virtual, usando parte do armazenamento interno do aparelho, mas essa solução é mais lenta do que a memória tradicional. Na prática, o celular pode apresentar demora ao alternar entre muitos aplicativos abertos ou em tarefas mais pesadas. Os 128 GB de armazenamento também podem ficar apertados mais rapidamente para quem grava muitos vídeos em 4K ou instala jogos grandes.
Para redes sociais, vídeos, navegação e multitarefa leve, o Moto G67 entrega uma boa experiência. Já em jogos mais exigentes, como Genshin Impact e PUBG Mobile com gráficos altos, o aparelho mostra suas limitações com quedas de desempenho e tempos maiores de carregamento. É um celular mais voltado para consumo de conteúdo do que para alto desempenho.
Câmeras
O conjunto de câmeras do Moto G67 tem como destaque o sensor Sony LYTIA 600 de 50 MP. A câmera principal consegue capturar boas fotos durante o dia, com cores equilibradas e bom nível de detalhes. Em ambientes mais escuros, a tecnologia Quad Pixel ajuda a captar mais luz, enquanto o modo Night Vision melhora o resultado das imagens noturnas com apoio de Inteligência Artificial (IA).
A câmera frontal de 32 MP também chama atenção na categoria. As selfies apresentam bons tons de pele e nível de definição acima da média para um intermediário. Além disso, a câmera de selfie grava vídeos em resolução 2K a 30 fps, algo pouco comum nessa faixa de preço. Já a câmera ultrawide de 8 MP funciona bem para fotos de paisagens e grupos, mas perde qualidade em comparação com a câmera principal, principalmente à noite.

Um detalhe importante é a ausência de estabilização óptica, conhecida como OIS. O Moto G67 usa apenas estabilização digital, chamada EIS, que ajuda a reduzir tremidos, mas não alcança o mesmo nível de estabilidade dos modelos com sistema óptico. Na prática, vídeos gravados andando ou em movimento podem ficar mais instáveis, especialmente em 4K.
A gravação em 4K a 30 fps está disponível na câmera traseira e funciona bem para vídeos casuais e redes sociais. Ainda assim, a combinação de estabilização digital com um hardware mais simples limita a qualidade final em situações mais exigentes. Para fotos do dia a dia, vídeos rápidos e conteúdo para redes sociais, o Moto G67 entrega um conjunto de câmeras acima da média na sua faixa de preço.
Bateria
A bateria de 5.200 mAh é um dos grandes destaques do Moto G67. Combinada ao processador MediaTek Dimensity 6300, que foi desenvolvido para consumir menos energia, ela consegue entregar autonomia confortável para um dia inteiro de uso intenso. Para quem passa horas em redes sociais, vídeos e streaming, o aparelho tende a aguentar bem longe da tomada. A Motorola fala em até 37 horas de uso misto, número possível em situações de uso mais leve.

Outro ponto positivo é o carregador TurboPower de 33 W já incluído na caixa. Isso faz diferença porque muitos concorrentes na faixa entre R$ 1.500 e R$ 2.000 não acompanham carregador atualmente. O Moto G67 aceita carregamento de até 30 W, então o acessório enviado pela Motorola trabalha praticamente no limite máximo suportado pelo aparelho.
O carregamento não está entre os mais rápidos da categoria, já que alguns rivais oferecem velocidades maiores, como 67 W. Ainda assim, o tempo de recarga combina bem com o tamanho da bateria. Em condições normais, uma carga completa deve levar entre 1h20 e 1h30. Vale lembrar que a versão Moto G67 Power, vendida em alguns países com bateria de 7.000 mAh, não chegou oficialmente ao Brasil.
Software e Recursos
O Moto G67 chega com Android 16, a versão mais recente do sistema do Google no lançamento do aparelho. A Motorola promete atualizações até o Android 18, garantindo dois anos de novos recursos e melhorias no sistema. A interface continua próxima do Android puro, com visual simples, poucos aplicativos desnecessários instalados de fábrica e navegação fácil até para quem não entende muito de tecnologia.

Entre os recursos extras, o destaque vai para o Circule para Pesquisar, função que permite procurar qualquer item exibido na tela apenas circulando a imagem ou texto com o dedo. Outro recurso útil é o Smart Water Touch, que ajusta a sensibilidade da tela para melhorar o uso com os dedos molhados. O aparelho também conta com Always-on Display para visualizar notificações rapidamente e com o RAM Boost, que amplia a memória de forma virtual.
Na conectividade, o Moto G67 traz NFC para pagamentos por aproximação, suporte ao 5G e tecnologia eSIM. O aparelho ainda aceita cartão microSD de até 2 TB, permitindo expandir bastante o armazenamento sem depender apenas de serviços em nuvem. O único ponto mais limitado fica para o Wi-Fi 5, já que alguns concorrentes mais recentes já oferecem Wi-Fi 6, que costuma funcionar melhor em locais com muitos aparelhos conectados ao mesmo tempo.
Veredito Final: Moto G67 Vale a Pena em 2026?
O Moto G67 é um celular intermediário com uma proposta clara e bem definida. A resposta para saber se ele vale a pena depende muito do tipo de uso. Para algumas pessoas, o aparelho entrega mais do que o esperado pelo preço. Para outras, as limitações de hardware podem pesar bastante no dia a dia.
Quem usa o celular principalmente para assistir a vídeos, navegar nas redes sociais, tirar fotos e acessar aplicativos comuns encontra no G67 um conjunto bastante interessante. A tela Extreme AMOLED de 5.000 nits com resolução 1,5K e120 Hz é um dos grandes diferenciais da categoria e oferece uma experiência visual acima da média.
A câmera principal com sensor Sony LYTIA 600 também registra boas fotos, enquanto a bateria de 5.200 mAh garante autonomia confortável ao longo do dia. Com Android 16, NFC e suporte ao 5G, o aparelho chega atualizado para as necessidades de 2026.
As limitações aparecem quando o uso exige mais desempenho. Os 4 GB de RAM física e o processador MediaTek Dimensity 6300 conseguem lidar bem com tarefas básicas, mas podem apresentar lentidão em jogos pesados, edição de imagens e multitarefa intensa. A proteção IP64 resiste apenas a respingos, sem segurança para mergulhos na água.
A ausência de estabilização óptica nas câmeras e o Wi-Fi 5 também colocam o aparelho um passo atrás de alguns concorrentes da mesma faixa de preço. Modelos como o Motorola Edge 60 podem ser alternativas para quem busca mais desempenho, enquanto o Moto G17 atende quem procura algo mais básico dentro da própria Motorola.
O preço ajuda a tornar o Moto G67 mais interessante com o passar do tempo. Lançado por R$ 1.799, o aparelho já aparece abaixo de R$ 1.650 em algumas lojas, e a tendência é de queda nos próximos meses. Para quem prioriza tela de alta qualidade, boa câmera principal e bateria duradoura no uso cotidiano, o Moto G67 se destaca como uma das opções mais interessantes da categoria quando fica próximo da faixa dos R$ 1.500.
Com informações da Motorola
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